sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Incompetência, discrimanação ou preconceito?

Imagem: Fabiola Lima/Bocão News

É impressionante, de uma forma negativa, é claro, como muitos profissionais do serviço público tratam com desdém as baixas camadas sociais. É comum ver pacientes de hospitais públicos serem recebidos com um certo descaso, ou até mesmo de forma grosseira, por parte destes profissionais, como se o povo fosse o culpado pela situação caótica da saúde pública. Não é incomum também vermos essas atitudes preconceituosas e humilhantes em instituições bancárias do Estado e em outras repatições públicas como INSS e outros.
Infelizmente este é um problema de todo o Brasil (e de outros países também), e que está longe de ser resolvido. Milhares de milhares de reais "evaporam" nas mãos de administradores públicos, e a população de uma forma geral, e em especial a camada mais carente, fica a ver navios.
Nesta sexta-feira (9/11), o jornal Folha de São Paulo postou uma matéria sobre uma paciente que, ao procurar um médico para que lhe receitasse um remédio para combater uma dor no fígado, foi lhe indicado um remédio chamado "Cadialina". Indagado onde comprar o remédio, o médico mandou que ela procurasse um ferreiro e comprasse seis cadeados: "Um para a sua boca, outro para a geladeira, outro para o armário, outro para o freezer, outro para o congelador e outro para o cofre de casa", relata a mulher, que diz ter 1,53 m de altura e 100 kg. O caso ocorreu na semana passada em um posto móvel da Fundação José Silveira (conveniada à Secretaria de Saúde da Bahia) no bairro do Uruguai, onde Adriana mora, na periferia de Salvador.
É notório, neste caso, que houve abuso, preconceito e descaso por parte do médico. Será que ele receitaria o mesmo "remédio" para uma paciente de um hospital particular na área nobre da capital baiana ? Provavelmente, não. 
Para mais sobre esta notícia, ver http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1182720-medico-receita-cadeados-para-mulher-conseguir-emagrecer-na-ba.shtml


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